Se bem se recordam perdemos quatro dias das nossas preciosas férias, em Estella, aquando da avaria de Hanuman, incidente esse que nos impediu de aprofundarmos a nossa expedição aos Pirinéus tanto quanto gostariamos.
Os Pirinéus encontram-se divididos em sete zonas, Pyrénées Atlantiques, Hautes Pyrénées, Haute Garronne, Ariége, Pyrénées Orientales, Aragon e Catalogne; de todas estas zonas conseguimos, apenas, visitar três,Pyrénées Atlantiques, Hautes Pyrénées Aragon e, obviamente, não tão profundamente quanto era nosso desejo.
Não querendo alongar-nos nas descrições do que fizemos e do quanto são belas as paisagens e para não cair no abuso desprovido de significado da superlativisação de adjectivos, optamos por vos oferecer fotografias que espelham alguma da beleza que pudemos contemplar.
Em Iraty recordamos a nossa viagem do passado ano, os cavalos, as vacas e a verde paisagem parecem não ter sofrido qualquer alteração, assim como a visão dos montes a emergirem da nevoa que inunda os vales.
Depois de Iraty seguimos para Canfranc (Pirineus Aragoneses) onde realizamos, talvez, a maior caminhada da nossa viagem, 10 horas sempre a andar na montanha... UFA!... Estivemos dois dias entre Canfranc e Villañua partindo depois na direcção do Col Soulor.
Uma das curiosidades que pudemos observar é que há vários tipos de rotas que se podem fazer pelos Pirinéus, entre elas a dos Lagos e a dos Cols (Col é como se denomina em francês ao pico mais alto), nós, sem sabermos, acabamos por fazer uma pequena parte das duas.
Após uma noite e uma pequena caminhada no Col de Soulor, onde pudemos conviver, no parque de estacionamento onde dormimos, com burros, cavalos e porcos, partimos para o Col de Tourmalet, um dos pontos mais importantes da volta a França em bicicleta.
A nossa passagem pelo Col de Tourmalet foi apenas para de uma noite. Pela manhã partimos para La Chiroulet, no entanto, a meio caminho encontramos uma pequena aldeia que era simplesmente uma delicia, parecia retirada de um conto de infantil pois, em cada canto encontrávamo-nos com um Mounaque. Soubemos depois que esta tradição se traduz pela oferenda de uma Mounaque (boneco caricatura) pelos jovens da aldeia aos noivos, quando estes não gostam do casamento, no entanto actualmente, já não por esta prática mas como forma de animar as festas da aldeia continuam a construir-se os Mounaque.
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La Chiroulet é um lugarejo com dois cafés e um Albergue, de onde saem várias caminhadas, entre elas, as que fizemos para os Lagos Bleu e Ouret. Caminhadas essas que realizamos em dois dias distintos.
De novo em Iraty para retomar folego e começar a regressar a Portugal.
SIMPLESMENTE MARAVILHOSO!!
ResponderEliminarExistem realmente recantos neste tão imenso mundo que nos apelam à perdição.
Jokitas pa vocês*
wow hey ! rah
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